TCC: Um valioso instrumento na formação profissional e pessoal

Por Aline Fernanda Lima Ferreira

A Resolução Normativa N.2, de setembro de 2013, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Relações Públicas, estabelece os componentes curriculares obrigatórios para a formação na área e, dentre diversos aspectos pedagógicos, como linhas de formação, carga horária do curso, conteúdos curriculares, também orienta a realização do trabalho de conclusão de curso, o TCC.

No artigo 9º do documento apresenta-se o objetivo e as especificidades deste componente curricular, apontando o TCC como uma atividade a ser realizada ao longo do último ano de estudos, “centrado em determinada área teórico-prática ou de formação profissional, como atividade de síntese e integração de conhecimento e consolidação das técnicas de pesquisa” (p. 5).

O documento regulamentador também aponta que critérios, procedimentos e mecanismo de avaliação, além das diretrizes e técnicas relacionadas com sua elaboração deverão seguir regulamentação própria de cada Instituição de Ensino Superior.

Dadas as devidas informações regulamentares, as quais balizam as regras para a realização do Trabalho de Conclusão de Curso nos cursos de relações Públicas no Brasil, podemos agora tratar daquilo que mais encanta nesse valioso instrumento pedagógico: o conhecimento aplicado, a criatividade, a maturidade pessoal e profissional e os vínculos afetivos.

Há vinte anos acompanhando estudantes de Relações Públicas da Universidade de Taubaté na realização de seus TCC’s pude adquirir a experiência necessária para afirmar que o “famoso TCC” é um valioso instrumento na formação profissional e pessoal dos alunos. Ele ultrapassa os ganhos que uma disciplina ou uma atividade laboratorial podem oferecer em termos de conhecimento e vivência, já que exige, para o seu desenvolvimento, um conjunto de diversas habilidades e competências.

Seja no formato monográfico ou específico (o qual eu chamo de profissional), é inegável que o TCC aprimora o conhecimento científico e técnico. Nele o estudante desenvolve a leitura, a pesquisa, o texto, a análise de cenário; as funções, o processo e o planejamento estratégico em Relações Públicas e identifica a sua aplicabilidade em situações reais.

Também verifica-se o aprimoramento da criatividade, pois a partir da definição do tema, à escolha do cliente ou objeto de estudo, até as propostas de metodologia de coleta e análise de dados até chegar nas soluções de ações, de layout e peças de comunicação para os clientes, o estudante mergulha num longo processo de análise, comparação, verificação, criação e adequação, o que lhe acrescenta em habilidade de soluções criativas para os problemas identificados.

Contudo, é preciso apontar outras duas contribuições do TCC, as quais são muito significativas: a maturidade pessoal e profissional e os vínculos afetivos que este extenso processo confere. 

Quanto à maturidade pessoal e profissional, é inegável que a realização deste trabalho vai exigir do estudante a habilidade de organizar tempo, prioridades e produtividade, conciliando a vida pessoal com a vida acadêmica e, na maioria das vezes, também a vida profissional, já que muitos estão no mercado ou estagiando, ou trabalhando.  Amadurecem-se as emoções, as relações, as percepções de si e do mundo, assim como amadurecem-se as compreensões da profissão e do mercado. 

Por fim, é preciso dizer dos vínculos afetivos gerados pelo TCC. Numa cultura como a nossa, a interação constante e a vivência estreita entre o professor e o aluno geram respeito, empatia e amizade. O professor orienta e conduz a pesquisa e a produção, mas, sobretudo, descobre o ser humano com suas fragilidades e potencialidades. O aluno realiza e corrige as atividades propostas e também encontra um orientador, um amigo com quem divide seu aprendizado e suas emoções.

Dessa forma, precisamos olhar com admiração para os nossos TCC’s pois, seja pela função que a norma lhe confere, seja pelos resultados alcançados, a realização deste componente pedagógico, acrescenta na formação integral do estudante de Relações Públicas agrega muitos aspectos regulamentação.

Art. 9º O Trabalho de Conclusão de Curso será componente curricular obrigatório e será realizado ao longo do último ano de estudos, centrado em determinada área teórico-prática ou de formação profissional, como atividade de síntese e integração de conhecimento e consolidação das técnicas de pesquisa, e observará os seguintes preceitos:

I – deverá ter carga horária de 150 (cento e cinquenta) horas em duas modalidades para escolha dos discentes, a saber:

a) trabalho monográfico, individual, podendo versar sobre tema específico de relações públicas ou estudos do campo da comunicação, de modo mais amplo; e/ou

b) trabalho específico de relações públicas, aplicado a organizações do primeiro, segundo ou terceiro setores, elaborado individualmente ou em grupo, acompanhado de fundamentação, reflexão teórica e intervenção documentada.

II – deverá ser orientado, em ambos os casos, por docente do curso e avaliado por banca composta por docentes e/ou profissionais, conforme resolução específica da instituição de educação superior.

Parágrafo único. A instituição deverá constituir regulamentação própria para o Trabalho de Conclusão de Curso, aprovada pelo colegiado acadêmico competente, contendo, obrigatoriamente, critérios, procedimentos e mecanismo de avaliação, além das diretrizes e técnicas relacionadas com sua elaboração.

I – projeto pedagógico e matriz curricular;

II – linhas de formação;

III – articulação teórico-prática;

IV – processos de atualização;

V – carga horária total;

VI – estrutura laboratorial;

VII – descrição de competências gerais e específicas;

VIII – habilidades e perfil desejado para o futuro profissional;

IX – conteúdos curriculares;

X – estágio curricular supervisionado;

XI – acompanhamento e avaliação;

XII – atividades complementares;

XIII – trabalho de conclusão de curso.

Art. 9º O Trabalho de Conclusão de Curso será componente curricular obrigatório e será realizado ao longo do último ano de estudos, centrado em determinada áreas teórico-prática ou de formação profissional, como atividade de síntese e integração de conhecimento e consolidação das técnicas de pesquisa, e observará os seguintes preceitos:

I – deverá ter carga horária de 150 (cento e cinquenta) horas em duas modalidades para escolha dos discentes, a saber:

a) trabalho monográfico, individual, podendo versar sobre tema específico de relações públicas ou estudos do campo da comunicação, de modo mais amplo; e/ou

b) trabalho específico de relações públicas, aplicado a organizações do primeiro, segundo ou terceiro setores, elaborado individualmente ou em grupo, acompanhado de fundamentação, reflexão teórica e intervenção documentada.

II – deverá ser orientado, em ambos os casos, por docente do curso e avaliado por banca composta por docentes e/ou profissionais, conforme resolução específica da instituição de educação superior.

Parágrafo único. A instituição deverá constituir regulamentação própria para o Trabalho de Conclusão de Curso, aprovada pelo colegiado acadêmico competente, contendo, obrigatoriamente, critérios, procedimentos e mecanismo de avaliação, além das diretrizes e técnicas relacionadas com sua elaboração.

Aline Fernanda Lima Ferreira

Bacharel em Comunicação Social, habilitação em Relações Públicas pela Universidade de Taubaté (1999), especialista em Gestão de Recursos Humanos pelo INPG/ Unitau (2002) e mestre em Comunicação Social pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Metodista de São Paulo (2007). Professora Assistente III do curso de Relações Públicas da Universidade de Taubaté nas disciplinas de Administração em Relações Públicas, Teoria de Relações Públicas, Organização e Execução de Eventos, Relações Públicas Comunitárias e Projetos em Comunicação. Lecionou no curso de Relações Públicas das Faculdades Integradas Teresa Dávila/ Fatea/ Lorena nas disciplinas de Pesquisa em Comunicação e Relações Públicas Governamentais e Internacionais. Atualmente coordena o curso de Relações Públicas e as áreas de Estágio e Atividades Complementares do Departamento de Comunicação Social da Universidade de Taubaté, integra o NDE do curso e atua como assessora da Pró-reitoria de Extensão da mesma universidade.