Conselho? Affff…. papo chato de fiscalização, ahhh nãããão!!!!

Cansei também e vamos mudar rapidinho de conversa, vamos falar de perfil profissional, pois imagino que você goste de Relações Públicas, goste de ser RP. Como eu também gosto, e faz teeeempo!

Acho que quem escolhe RP é por SER RP já de nascença, só que descobriu depois, e o resto é folclore.

Você não consegue ter um horário fixo para dizer “Agora sou RP!”, “Agora não sou RP!”: pode estar fazendo mil outras coisas, mas a atenção para as coisas de comunicação fica ligada e é isso que diferencia quem é RP e quem apenas atua na profissão.

Entendeu o uso da palavra “atua”?

Existem bons e maus atores, e todos querem palco E aplausos, mas o palco é pequeno e exige talento, sendo de oportunidade e muuuuita dedicação. Já os aplausos dependem da avaliação do público e da escolha que fez para assistir a um ou outro espetáculo – existem tantos! -, e a gente pode perceber que há quem escolha o espetáculo por acreditar no ator, na sua força e entrega. É o ator que ‘veste” o papel, é o ator que é, não o ator que está.

Acredito que sejamos assim também: alguns são e alguns estão RPs.

Estão todos de parabéns, desde que se dediquem, que sejam fiéis e leais ao que fazem, o que significa ser RP com preparo, estudo, dedicação profissionais, além das características humanas positivas de respeito, empatia e muito bom senso.

Saber o que se pode e o que não se pode – e como alguns não sabem ou preferem não saber – fazer para seguir nos melhores caminhos para a carreira profissional, é que surgiram as associações que depois formalizaram em Conselhos Profissionais.

Bom ou ruim? Depende – como tudo – do uso que faço, da necessidade que tenho dos seus serviços e do que colaboro para que ele realmente me represente.

Já estive em diretorias e fui presidente, muitos anos atrás, e foi dramático por vezes (tivemos que resolver Collor, Magri, Maguila…), muito bom e importante para mim e todos que éramos RPs, além de para o mercado de trabalho. Cheguei a atender até profissionais de outras áreas que precisavam de orientação que seus próprios Conselhos não davam, era até engraçado (ou triste, depende!).

Se temos conhecimento, preparo, honestidade intelectual e bom caráter, teremos tudo para uma carreira produtiva, significativa, seja na linha do coro ou como protagonistas – voltando ao raciocínio do ator-atuar – mas, principalmente: poderemos escrever nosso próprio roteiro, criar nossa própria história, do jeito que cada um pode escolher, do jeito e para quem a gente escolher, para nosso público de pré-referência.

O principal: A história que faça sentido para cada um de nós!

Que todos tenham um ótimo e produtivo final de ano, avaliando e propondo o futuro, com mais um ano que – desejo –  nos dará a oportunidade de sermos especialmente leais à nós mesmos!

2020 se vai, 2021 está chegando, sejam felizes dentro de tudo o que faz da nossa realidade a oportunidade de sermos melhores, legitimamente RPs!!!

Silvia T. Liberatore – n. 154 – CONRERP/ 2ª.Região – SP/PR
Profissional de Relações Públicas atuando desde 1970 e sendo desde sempre.
Professora Doutora para a área de Cultura e Comunicação.