O Programa Empregabilidade tem como finalidade proporcionar aos profissionais e estudantes de relações públicas um novo canal de comunicação. Por meio de um Banco de Oportunidades, disponibilizado no site do Conrerp 2ª Região as empresas terão como promover a buscar do profissional e estudante com o perfil desejado pela organização.

O objetivo é expressar a presença marcante de um relações-públicas nas empresas e como esse profissional é habilitado para gerar resultados com eficiência, promovendo a força da marca e elevando a reputação da organização, com base na cultura e no diálogo preciso entre seus públicos.

O QUE FAZ UM/UMA RELAÇÕES-PÚBLICAS?

( por Manuel Marcondes Machado Neto* )

Um(a) profissional relações-públicas tem como função essencial estabelecer e manter um bom relacionamento entre a organização e seus diversos públicos de interesse (stakeholders).

Começando pelo público interno, composto por empregados, colaboradores e gerência executiva, seu trabalho passa pela gestão do relacionamento da organização com a comunidade de entorno, a imprensa e autoridades, estendendo-se até os acionistas, investidores, clientela e opinião pública, em geral. A consolidação de tais relações baseia-se na expressão da verdade, na transparência, no saber ouvir e em administrar muita informação.

Lealdade por parte dos clientes ou consumidores, boa vontade dos mesmos em relação à organização e a chamada ‘cidadania corporativa’ são consequências diretas de uma bem implementada política de relações públicas, a partir do diagnóstico da comunicação institucional, da integração entre estratégia e ações – seja de uma empresa, seja de instituição pública ou organização do terceiro setor.

Algumas atividades que um(a) relações-públicas pode desempenhar:

✓ Planejamento de comunicação integrada com vistas à unicidade de discurso (com otimização de esforços e custos);
✓ Pesquisas de opinião pública – a fim de que a empresa possa antecipar-se às tendências do mercado;
✓ Estudos de cada público-alvo, direcionando atividades de comunicação específicas para cada um deles – tanto em termos de conteúdo como de linguagem e ‘mídia’;
✓ Divulgação de ações da organização junto aos diversos meios de comunicação (obtenção de mídia espontânea – atividade popularmente conhecida como ‘assessoria de imprensa’);
✓ Elaboração de veículos internos de comunicação, tais como intranet, house organ, newsletters e vídeos;
✓ Planejamento e execução de campanhas institucionais e de suporte à promoção de produtos;
✓ Planejamento, análise, seleção e execução de patrocínios e eventos promocionais, culturais, esportivos e sociais;
✓ Redação do discurso institucional da organização bem como de material específico para internet e redes sociais;
✓ Redação de scripts e coordenação de cerimonial e protocolo. 

O que são Relações Públicas?

Relações Públicas constituem-se de processos contínuos de trabalho com o objetivo de gerar comunicação e relacionamento dentro e fora de uma organização.

Outra característica que se sobressai é a visão de conjunto das diversas vertentes comunicacionais de uma organização; a administrativa-interna, a institucional e a mercadológica, desde o seu planejamento estratégico até a execução.

Para tal, as ações dos profissionais relações-públicas são fundamentadas na filosofia administrativa da organização, seus objetivos de marketing e sua política global de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental. 

Atualmente, não é o bastante que uma organização seja conhecida por suas campanhas publicitárias. Tampouco funcionam ações isoladas de assessoria de imprensa. Espera-se dela, também, a abertura, o diálogo, a transparência e o envolvimento do seu corpo funcional, além de atitudes positivas para com a comunidade de entorno.

As relações públicas fundamentam, também, práticas avançadas como a da ouvidoria e a gestão de crises de imagem pública. E provêm às organizações a possibilidade de uma abordagem de ombudsman, ou seja, ter – no interior da organização – alguém que toma as dores, faz o papel dos consumidores, clientes, usuários, contribuintes, enfim, daqueles a quem a organização deve se dirigir e atender.


A atividade de relações públicas constitui-se, hoje, na única carreira profissional regulamentada no âmbito da Comunicação, de acordo com a lei 5.377/1967.


O exercício profissional é regulado pelo Sistema Conferp-Conrerp, prevê o instituto da Responsabilidade Técnica (RT), e exige a graduação na área, a qual agrega conhecimentos de Ciências Sociais, Administração, Marketing, Direito e Psicologia, além de disciplinas específicas para planejamento e execução de pesquisas de mercado e de opinião pública.

O que um/uma relações-públicas pode fazer por sua organização?

Criada visando estabelecer e viabilizar um canal efetivo de comunicação institucional entre uma organização e seus públicos, a profissão de relações-públicas foi, no decorrer do tempo, incorporando atividades que ultrapassaram a ideia transmitida por sua nomenclatura original. (PR, no mundo anglo-saxônico, é sinônimo de media relations).

A empresa que conta com um profissional de relações públicas dispõe de um perfil capaz de, entre outras possibilidades, colocar em prática a transparência em assuntos de interesse público, dinamizar as relações corporativas e explicitar com clareza os compromissos da organização com a sociedade.

Hoje, constata-se uma nova mentalidade no meio empresarial brasileiro: a busca de um conceito positivo aliada à da credibilidade junto à sociedade. E todo o pessoal da organização constitui-se como um recurso determinante para o seu próprio sucesso.

Evidencia-se, ainda, uma das mais significativas contribuições técnicas do/da relações- públicas à organização: apto/a a perceber os ruídos de comunicação que interferem, direta ou indiretamente, no alcance das metas de produção, projeção e credibilidade da empresa no mercado, o/a profissional de RP desenvolve projetos e programas para o estabelecimento de um melhor fluxo interno e externo de informações, podendo capitalizar ganhos efetivos para a imagem e a reputação corporativas.

Num mercado competitivo, o diferencial entre as empresas não mais se limita ao binômio qualidade e preço. A forma como suas ações são percebidas pela opinião pública também confere e legitima o seu posicionamento frente à concorrência. E uma outra atividade para a qual está talhado o relações-públicas é o papel de negociador em momentos de crise junto à mídia. A administração de conflitos constitui uma das mais cruciais contribuições que um/uma profissional de relações públicas pode oferecer.

* Manoel Marcondes Machado Neto é bacharel em Relações Públicas, professor da Faculdade de Administração e Finanças da Uerj, fundador do Observatório da Comunicação Institucional e criador do Índice de Transparência Ativa da Comunicação.

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