RP: O poder da empatia na construção de alianças corporativas

 

105 anos… uma atividade secular, mas que somente agora na segunda década do Século XXI debuta como um dos mais relevantes e sólidos elos comunicacionais, fomentadores de imagens e reputações que geram relacionamentos frutíferos e sinergias coabitadas na essência humana, de interdependência social.

Essa longeva profissão conhecida, ou melhor, desconhecida, por muitos, chama-se Relações Públicas.

Infelizmente, como integrante do tripé macroestrutural da Comunicação, lado a lado com o Jornalismo e a Publicidade, as Relações Públicas ainda representam uma grande incógnita no imaginário brasileiro, tanto nas esferas corporativa, governamental e da própria opinião pública.

Sua pluralidade e extensão de atividades conectadas geram interpretações superficiais e paradigmas conflitantes, de difícil compreensão e/ou sobreposição.

É vital reconhecer que o profissional de RP tem em sua formação técnicas inúmeros instrumentos estratégicos visando estabelecer uma ética autêntica e mútua comunicação entre uma empresa, negócio, marca, produto e/ou serviço e seus diversos públicos de interesse, os famigerados, stakeholders.

A visão e foco do trabalho de um RP é multi: disciplinar, cultural, político, porém, nada orgânico, já que o planejamento de suas ações preza por investir na compreensão dos anseios, percepções, questionamentos e diversidades de seus interlocutores por meio de pesquisas dirigidas, e, dessa forma, estabelecer premissas únicas, exclusivas e customizadas, afinal somos seres diferentes, com demandas e particularidades distintas também.

Organização de eventos, assessoria de comunicação, cerimonial e protocolo, gerenciamento de crises, comunicação interna, lobby, compliance, brand content, projetos de tesponsabilidade social empresarial, gestão de mídias sociais  são exemplos do portfólio de atuação das RPs.

Como profissão legitimada, representada por um Conselho Profissional, que é uma autarquia pública, só podem exercer funções de Relações Públicas, aqueles que tiverem formação universitária específica e que sejam registrados nos respectivos conselhos de sua região de atuação.

Dessa forma, a sociedade tem garantias que esse grupo exercerá com maestria ética, referendada por órgão fiscalizador e orientativo.

Profissionais de outras áreas, mesmo que próximas, não poderão realizar essas atividades e muito menos se autoproclamarem RPs, sendo passíveis de multas por exercício ilegal da profissão.

Há uma latente e urgente dinâmica de que empresas e a opinião pública sejam impactadas por informações e dados relativos às RPs, justamente para evitar incompreensões e ignorâncias a cerca desse universo profissional, vital para o desenvolvimento de relacionamentos conspícuos e salutares a uma convivência harmoniosa saudável e rica para todos os envolvidos, afinal, empatia há mais de um século não é apenas uma palavra bonita, ela está no DNA dos RPs.

Se no seu negócio está faltando empatia, certamente é resultado da ausência de um RP legítimo.

Não persista no erro… Todo mundo precisa de um RP…. Todo mundo merece ter um RP.

Não pense muito… Contrate um RP e surpreenda-se com a guinada em seus negócios.

 

Fonte: PromoView

As Relações Públicas na campanha eleitoral e no palco político

A figura do gerenciador do Marketing Político em corridas eleitorais, ganha espaço nos últimos processos, principalmente quando o candidato necessita de estratégias para dar visibilidade para sua campanha. Planejar cada passo do político, atento aos anseios do eleitorado, no sentido de aferir o arquétipo desejado, configura-se em um importante diferencial que, deve contribuir com o alvo pretendido.

No livro HiperPublicidade, organizado pelos professores da Universidade de São Paulo (USP), Dr. Ivan Santos Barbosa e Dra. Clotilde Perez, explica que diante os 4Ps de Jerome McCarthy, o Produto se torna o Candidato, o Preço converte-se no Custo da campanha, a Praça transfigura-se na Conveniência e a Promoção resulta na Comunicação. Analisar e identificar as variáveis que interferem no desempenho do voto ou aceitação de um determinado candidato de maneira positiva ou negativa no palco político, afeiçoa-se como o principal desafio, lembrando que, a identidade não deve ser violada, e sim mantida.

Os atores que comungam de um mesmo pleito, muitas vezes, sujeitam-se a vestir qualquer máscara na busca incessante pelo voto. Semelhante ao afirmado pelo pioneiro do Marketing Político no País, professor Gaudêncio Torquato, a palavra-chave para desvendar a arte da política é personna. Significado que qualifica a “máscara de teatro, usada inicialmente pelo antigo teatro grego, depois pelos romanos, e trocada de acordo com o papel do personagem”. Essa natureza forçada, não agrada e muito menos cativa os eleitores exigentes, que germinam como verdadeiros defensores de valores sociais. Nessa vertente, Gaudêncio explica que atrás da máscara está a verdadeira face: “na troca de papéis; a plateia acaba confundindo a máscara com a identidade do ator, não sabendo onde começa a verdade de um e a mentira do outro”.

As Relações Públicas devem acautelar a integridade e veracidade da personalidade, bem como se posicionar contra a qualquer desvirtuamento da originalidade do candidato. O autêntico articulador projeta-se à transparência e condutas éticas, mesmo no campo do esquecimento moral. Essa perspectiva, aventura-se a esclarecer os desafios do palco político que, prolonga-se nas campanhas eleitorais.

O sucesso do pleito eleitoral não se resume à vitória, mas na sapiência em manter um discurso coerente do candidato, embasado em seus princípios. Diante de tantas prisões do meio político/governamental, o profissional preparado para reger o MarketingPolítico/Eleitoral de uma campanha, afigura-se nos Relações Públicas. Especialista em realizar a leitura do jogo político e colocar a campanha nos trilhos desejados.

Tarsis de Camargo e Fábio Mascarenhas são professores do curso de Relações Públicas da Universidade de Sorocaba (UNISO).